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Contato:
Terapeuta Sistêmica, Pathwork®, Constelação Familiar, Psicanálise.
Fones: 11 3815 9385 - 3586 1199
E-mail: elaine(at)ahau.org
Consultório:
Rua Purpurina, 307.
Vila Madalena
São Paulo – SP.
CEP: 05435-030
Adorei a idéia de falar um pouco sobre o meu trabalho e vou experimentar conversar sobre os relacionamentos humanos e suas crises.
Tornou-se uma ilusão comum a teoria de que um bom relacionamento “deve sempre” oferecer conforto, harmonia e felicidade.
Temos a tendência a desprezar e detestar as crises ou conflitos que ocorrem normalmente nos relacionamentos.
Relacionamentos e crises são oportunidades de conhecer e localizar onde estamos fluindo bem e onde ainda necessitamos de ajuda para transformar sentimentos confusos e desorientados, que nos retiram das relações possíveis e reais.
Em alguns momentos, estamos confortáveis na relação e nos conduzimos ora para frente e ora para trás. Acreditamos no controle da vida. Cremos que conhecemos as pessoas, as perguntas e as respostas certas.
Em outros momentos, nos sentimos fracos e confusos tendo que enfrentar a vontade do outro, que se transforma em obstáculo. Obstinadamente, decidimos que é preciso ganhar e vencer o outro para não perder. E isso se torna uma questão de vida ou morte!
Não importa qual a estratégia que iremos utilizar... Não podemos fracassar.
O medo, o orgulho e a obstinação nos conduzem através dessa guerra.
Começamos então uma crise, um movimento de fricção na direção do outro.
O que fazer para sair da dualidade que nos mantém na relação do EU CONTRA O OUTRO?
O que fazer para perder o medo da proximidade, já que desejamos viver com intensidade uma relação através do amor e do prazer, através do EU COM O OUTRO?
Será que podemos aprender a NÃO negar os sentimentos negativos?
Podemos aceitar as nossas crises e os nossos sentimentos, sejam eles claros, transparentes, escuros ou feios?
Através do autoconhecimento passamos a incluir a totalidade de quem somos e do que sentimos.
Reconhecemos que aprendemos e desfrutamos muito nos momentos com espaços vazios de prazer.
Aprendemos também que na relação com os novos desafios, criamos zonas de transições onde o crescimento pessoal emerge junto com uma força de coragem e ousadia.
Graças a Deus!
O trabalho terapêutico pode ser uma ferramenta poderosa para a superação dos desafios de uma vida a dois, não importa se em grupos ou em sessões individuais.
Muita gente ainda pensa que estando no grupo, vai “ter” que falar e participar de acordo com as exigências das demais pessoas ou que em sessões individuais vai ficar “dependente”.
Na verdade o trabalho pessoal de se auto conhecer e melhorar em algumas questões na vida é pessoal é totalmente livre.
E se você decide participar de um grupo, esse trabalho vai sendo lentamente construído por você e pelas outras pessoas. O mais importante não é a participação individual nos grupos, mas a facilidade que cada um vai adquirindo para se expressar, o conforto que sente em ouvir o depoimento do outro e, se desejar, falar, também, sobre sua experiência ou dar sua opinião.
O melhor de tudo mesmo, no entanto, é a alegria de constatar os progressos pessoais, experimentar o reencontro consigo, explorar as imensas possibilidades que se abrem para uma vida mais rica, plena e feliz, que só o auto conhecimento é capaz de proporcionar.
Abraços
Elaine de Almeida Menezes